

max moura: desdobramentos de uma história - acap 50 anos
Busquei esta obra porque possui uma forte referência às especificidades da gravura que era uma prática do artista e meu objeto de pesquisa; contraste de branco e preto, cheio e vazio com recortes e dobras a bidimensionalidade tridimensionaliza-se com Max Moura. Aproprio-me desse processo ressignificando-o ao escolher três gravuras da minha série Natureza de 2020 e através de recortes e incisões dobro, puxo ou retiro planos criando uma tridimensionalidade contida que se expande pelo espelho atrás revelando um avesso a ser expiado e colocando o espectador dentro da trama da obra. Não estou isento do nosso momento histórico, assim os incêndios criminosos que assolam o Brasil são questionados. Busquei na mitologia grego/romana fortemente transpassada pela indígena os protetores da natureza para justificar as fúrias criadas.



1. Gavina. Fúria III Resiliência/mito indígena Caipora [da série Natureza, estudo + insetos]. Xilogravura. 99,7 x 68,6 cm x 5 cm. 2024.
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2. Gavina. Fúria I Fogo/mito indígena Curupira [da série Natureza]. Xilogravura. 99,7 x 68,6 x 5 cm. 2024.
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3. Gavina. Fúria II Cinzas/mito indígena Anhangá [da série Natureza]. Xilogravura. 99,7 x 68,6 x 5 cm. 2024.
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Exposição Coletiva com curadoria de Meg Tomio Roussenq, no Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis (2025).